Metroidvania jogos: 11 títulos de exploração épica
Metroidvania é um gênero que premia a curiosidade. Nesta lista, 11 jogos que levam a exploração a outro nível, com mapas interligados, habilidades progressivas e segredos que mudam a forma de enxergar o cenário.
Veredito baseado em teste completo, sem código de fornecedor pesar na nota.
Metroidvania é um subgênero de ação-aventura focado em exploração de mapas interconectados, onde novas habilidades desbloqueiam áreas antes inacessíveis. Entre os melhores exemplos estão Hollow Knight, Super Metroid e Castlevania: Symphony of the Night, que definiram as regras e continuam referência até hoje. A seguir, uma lista de 11 jogos que elevam a exploração a um patamar épico, cada um com sua abordagem particular de level design, progressão e atmosfera.
1. Hollow Knight
Desenvolvido pela Team Cherry e lançado em 2017, Hollow Knight coloca o jogador no reino subterrâneo de Hallownest, um cenário vasto e interligado que recompensa cada desvio do caminho principal. O mapa não é apenas grande: ele é desenhado para que o jogador memorize rotas, identifique atalhos e sinta que cada nova habilidade, como o Manto Sombrio ou o Asa do Monarca, redefine completamente a geografia do jogo. São mais de 40 áreas, algumas opcionais, que escondem chefes, NPCs e lore fragmentado. A sensação de descoberta é constante, e a dificuldade, embora alta, nunca parece injusta. Hollow Knight não é apenas um metroidvania; é uma aula de como o gênero pode contar história através do próprio cenário.
2. Super Metroid
Lançado em 1994 para Super Nintendo, Super Metroid é o arquétipo do gênero. A Nintendo, sob a direção de Yoshio Sakamoto, construiu um planeta Zebes com uma progressão de habilidades que se tornou modelo para décadas de jogos: a Morph Ball, os mísseis, o Grapple Beam e o Space Jump. O jogo não tem diálogos expositivos; a exploração é guiada por pistas visuais e pela própria arquitetura dos corredores. Até hoje, speedrunners estudam seus segredos, e a atmosfera de solidão, criada pela trilha de Kenji Yamamoto e pelos efeitos sonoros, permanece única. Super Metroid envelheceu bem em termos de design, mas exige paciência com controles que não têm o refinamento dos jogos modernos.
3. Castlevania: Symphony of the Night
Em 1997, a Konami pegou a fórmula de Super Metroid e a fundiu com RPG, criando Symphony of the Night, para PlayStation. O castelo de Drácula é um mapa gigantesco que se inverte quando o jogador chega a 100% de exploração, um truque que dobra a duração da campanha sem parecer artificial. Alucard, o protagonista, ganha experiência, equipamentos e magias, o que dá uma camada de personalização rara no gênero. A trilha sonora, assinada por Michiru Yamane, mistura rock, música clássica e sintetizadores, e é considerada uma das melhores da história dos games. O jogo tem falhas de balanceamento, como itens que tornam o protagonista extremamente forte, mas a liberdade de escolha de rota compensa.
4. Metroid: Dread
Mais de 19 anos após o último Metroid 2D original, Metroid: Dread, lançado em 2021 para Switch, atualizou a fórmula com animações fluidas e uma perseguição constante: os robôs E.M.M.I. que patrulham setores específicos do planeta ZDR. A tensão dessas sequências de fuga contrasta com a exploração metódica, e o jogo equilibra bem os dois polos. A MercurySteam, desenvolvedora espanhola, conseguiu modernizar o controle de Samus sem perder a essência do gênero. O mapa, embora mais linear que o de Super Metroid, oferece atalhos inteligentes e um sistema de teleporte que evita o backtracking excessivo. É uma porta de entrada ideal para quem nunca jogou um metroidvania, pois a dificuldade é progressiva e os objetivos são claros.
5. Ori and the Will of the Wisps
A sequência de Ori and the Blind Forest, lançada em 2020 pela Moon Studios, troca a exploração pura por um equilíbrio maior entre combate e plataforma. O mundo de Niwen é desenhado com um capricho visual que beira a pintura em movimento, e a trilha sonora de Gareth Coker amplifica cada momento. As habilidades, como o Gancho de Luz e a Lança de Pardal, permitem sequências de plataforma que parecem coreografadas. A dificuldade, porém, é mais alta que a do primeiro jogo, e alguns chefes exigem reflexos rápidos. Ori não é um metroidvania no sentido estrito, pois a progressão é mais guiada, mas a sensação de desbravar um mundo desconhecido é das mais fortes do gênero.
6. Dead Cells
Dead Cells, lançado em 2018 pela Motion Twin, mistura metroidvania com roguelike: cada morte reinicia o mapa, mas as melhorias permanentes, como o Rúnico do Porco-Espinho, abrem caminhos que antes eram bloqueados. O resultado é uma exploração que nunca é igual duas vezes, e o jogador precisa aprender a ler o layout procedural para decidir qual rota seguir. O combate é ágil, com armas que variam de espadas a arcos e magias, e a dificuldade é escalonada em níveis de células de boss. Para quem gosta de desafio e variedade, Dead Cells é uma escolha certeira, embora a aleatoriedade possa frustrar quem prefere mapas fixos e memorizáveis.
7. Axiom Verge
Criado por Thomas Happ e lançado em 2015, Axiom Verge é uma homenagem explícita a Metroid, mas com ideias próprias. A principal delas é a arma que permite hackear inimigos e objetos, transformando-os em aliados ou plataformas. O mundo alienígena de Sudra é labiríntico, com áreas que se conectam por portais e túneis, e a progressão depende de itens como o Disruptor de Dados e o Drone de Longe. O jogo tem um visual pixelado que remete ao NES, mas com efeitos de partícula modernos. A trilha sonora, composta pelo próprio Happ, é ambiente e opressiva, combinando com a narrativa sobre deuses e tecnologia. Axiom Verge não é para todos, pois a direção de arte é propositalmente estranha, mas quem aprecia a estética retrô encontra um dos metroidvanias mais criativos da década passada.
8. Environmental Station Alpha
O estúdio finlandês Hempuli Oy lançou Environmental Station Alpha em 2015, um jogo que parece simples à primeira vista, mas esconde uma profundidade absurda. O protagonista é um robô que explora uma estação espacial abandonada, e o mapa, embora pequeno, é denso: cada sala pode conter um segredo que só se revela com uma habilidade específica. O jogo é famoso por sua pós-campanha, que adiciona desafios de plataforma e puzzles que exigem conhecimento avançado do motor físico. Para quem busca um metroidvania curto, mas com rejogabilidade alta, esta é uma opção subestimada. A dificuldade dos chefes é alta, e o jogo não dá muitas dicas, o que pode afastar iniciantes.
9. Blasphemous
Lançado em 2019 pela The Game Kitchen, Blasphemous mistura metroidvania com soulslike, criando uma atmosfera de religiosidade macabra inspirada na Semana Santa andaluza. O protagonista, o Penitente, atravessa o reino de Cvstodia, um lugar onde a fé é uma maldição. A exploração é punitiva: os inimigos são fortes, os espinhos matam em poucos golpes e os chefes exigem padrões de ataque decorados. As habilidades, como o Devoto Ardente e o Sangue Milagroso, são obtidas através dos Bosses, e o mapa é interligado por atalhos que recompensam a paciência. O jogo tem uma arte em pixel que é detalhada e grotesca, e a trilha sonora de Carlos Viola é solene. Não é um metroidvania para relaxar, mas para quem gosta de desafio com temática única, é uma obra-prima.
10. Guacamelee! 2
A DrinkBox Studios lançou Guacamelee! 2 em 2018, uma sequência que mantém a essência do primeiro: combate de luta livre mexicana e exploração com troca de dimensões, o Mundo dos Vivos e o Mundo dos Mortos. A mecânica de alternar entre dimensões para resolver puzzles e atravessar obstáculos é simples, mas bem executada, e o jogo tem um senso de humor raro no gênero. O mapa é menor que o de Hollow Knight, mas cada área tem um tema visual distinto, de florestas a masmorras. A dificuldade é moderada, com chefes que exigem timing, mas não punem tanto quanto Blasphemous. Para quem quer um metroidvania mais leve e colorido, Guacamelee! 2 é uma escolha equilibrada.
11. Bloodstained: Ritual of the Night
Criado por Koji Igarashi, o produtor de Symphony of the Night, Bloodstained: Ritual of the Night, lançado em 2019, é uma continuação espiritual da série Castlevania. O castelo de Gebel é enorme, com mais de 20 áreas, e a protagonista Miriam coleta shards de demônios que funcionam como habilidades e magias. A progressão é clássica: cada shard abre portas ou permite atravessar obstáculos, e o jogo tem um sistema de cozimento e crafting que adiciona profundidade. A trilha sonora, novamente com Michiru Yamane, é excelente, mas o visual 2.5D envelheceu mal, com texturas que parecem datadas. Ainda assim, para quem quer um metroidvania com alma de Castlevania e não se importa com gráficos medianos, é uma opção sólida.
Se você quer começar pelo mais acessível, Metroid: Dread é a porta de entrada ideal, pois tem objetivos claros e controles modernos. Se prefere desafio e profundidade, Hollow Knight é a escolha definitiva. Para quem valoriza atmosfera e narrativa, Super Metroid e Symphony of the Night são obrigatórios, mesmo com controles datados. E se a ideia é variedade a cada partida, Dead Cells oferece uma abordagem única. A lista é longa, mas o gênero recompensa quem explora com paciência.
Perguntas Frequentes
O que define um jogo metroidvania?
Um metroidvania é um jogo de ação-aventura com mapa interconectado, onde o jogador obtém habilidades que desbloqueiam áreas antes inacessíveis. O nome vem de Metroid e Castlevania, as duas franquias que popularizaram o estilo. A exploração é o foco, e o backtracking é parte essencial do design.
Qual é o melhor metroidvania para iniciantes?
Metroid: Dread é uma boa porta de entrada, pois tem controles modernos, objetivos claros e uma dificuldade progressiva. Ori and the Will of the Wisps também é acessível, com uma curva de aprendizado suave. Evite começar por Blasphemous ou Environmental Station Alpha, que são mais punitivos.
Metroidvania e soulslike são a mesma coisa?
Não. Soulslike se refere a jogos com combate difícil, morte punitiva e progressão por tentativa e erro, como Dark Souls. Metroidvania é sobre exploração e habilidades. Alguns jogos, como Blasphemous, misturam os dois, mas são gêneros distintos.
Quais metroidvanias têm modo cooperativo?
Guacamelee! 2 tem modo cooperativo local para dois jogadores. Outros títulos, como Bloodstained: Ritual of the Night, não têm coop, mas a maioria dos metroidvanias é single-player. Para coop online, opções como Salt and Sanctuary são alternativas.
Metroidvanias são sempre 2D?
A maioria é 2D, mas há exemplos 3D, como Metroid Prime e Control. No entanto, o termo é mais associado a jogos 2D, pois a progressão por habilidades e mapas interconectados funciona melhor nessa perspectiva. Jogos 3D com essa estrutura são raros.
Qual metroidvania tem o maior mapa?
Hollow Knight tem um dos maiores mapas, com mais de 40 áreas, e a exploração pode levar de 30 a 50 horas para 100%. Axiom Verge e Bloodstained também são extensos, mas Hollow Knight é o mais citado quando o assunto é tamanho e densidade.